A conta da variante A, aberta linha a linha
O serviço que a casa passa a vender para clínicas que já têm secretária: o que é, quanto o cliente paga, quanto sai por mês e quanto sobra. Toda soma está aberta, e cada linha diz se é número verificado ou estimativa.
Ir direto para quanto sobraO que a gente vende
Em português, sem nome de ferramenta: três coisas que só funcionam juntas — e esta variante atende uma clínica que já tem secretária.
O cliente é um médico. Ele já anuncia, ou passa a anunciar, e as pessoas que veem o anúncio acabam no WhatsApp do consultório. É depois que a mensagem chega que o dinheiro se perde hoje: quem escreve às dez da noite não é respondido, quem pergunta o preço some e ninguém volta nele, e no fim do mês ninguém sabe quantos procuraram.
As três peças que a casa entrega
- O anúncio, que é o que a casa já faz hoje: colocar o médico na frente de quem procura aquele tipo de atendimento.
- Uma assistente automática no WhatsApp do consultório. Responde na hora, a qualquer hora, informa endereço, horário, formas de pagamento e preço. Ela se apresenta como assistente na primeira mensagem — ninguém é levado a achar que fala com uma pessoa.
- Um sistema que organiza as conversas e um painel de números para o médico. Cada pessoa que escreve vira uma ficha que caminha por etapas, em vez de se perder numa caixa de mensagens.
Some um site do consultório, construído pela casa, por onde o anúncio passa antes de levar a pessoa ao WhatsApp.
No ponto de marcar a consulta, a secretária confirma o horário e fecha o agendamento.
Isso significa que a clínica precisa ter alguém para assumir a conversa no mesmo turno. É a condição de venda desta variante.
O que se promete é atendimento, não paciente. Resposta na hora, informação certa, retorno em quem some e um retrato do mês. Quantidade de paciente não é prometida em nenhuma linha do contrato — depende da agenda do médico, do preço dele e da praça, que não estão na nossa mão.
Quanto o cliente paga
Um número só por mês, e o motivo de não haver taxa de instalação.
| Item | Preço de tabela | Piso de negociação |
|---|---|---|
| Mensalidade | R$ 3.900,00 | R$ 3.500,00 |
| Taxa de instalação | R$ 0,00 | R$ 0,00 |
| Prazo | 6 meses | 6 meses |
| Total do contrato | R$ 23.400,00 | R$ 21.000,00 |
Por que a taxa de instalação sumiu — e por que ela não sumiu da conta
Havia uma cobrança de instalação de R$ 2.400, paga à parte no começo. Ela foi eliminada da proposta porque virava objeção na mesa: o médico ouvia dois números e travava no primeiro.
O trabalho de montagem continua existindo e continua custando. O que mudou foi quando ele é cobrado: em vez de sair numa nota no começo, ele foi dividido pelos 6 meses do contrato e somado à mensalidade.
R$ 2.400 ÷ 6 = R$ 400 por mês. Por isso a mensalidade subiu de R$ 3.500 para R$ 3.900. O contrato inteiro soma exatamente o mesmo de antes: antes, 6 × R$ 3.500 + R$ 2.400 = R$ 23.400. Agora, 6 × R$ 3.900 = R$ 23.400.
A montagem desta variante custa R$ 2.400, os mesmos R$ 2.400 que foram diluídos. O acréscimo de R$ 400 na mensalidade cobre a montagem inteira, sem sobra e sem falta.
Quanto sai por mês, linha a linha
Cinco linhas, cada uma com o que é, com que frequência sai e se o número é verificado ou estimado.
| Linha | O que é | Periodicidade | Origem do número | Valor |
|---|---|---|---|---|
| Plano da assistente | Cota de respostas automáticas daquela clínica | mensal, por clínica | Preço de tabela lido na plataforma | R$ 266,19 |
| Linha de WhatsApp | A conexão do número do consultório ao sistema | mensal, por clínica | Preço de tabela lido na plataforma | R$ 53,24 |
| Processamento das conversas | O custo de a assistente ler e escrever | mensal, por uso | Estimativa | R$ 2,73 |
| Mensagens de retorno e lembrete | As mensagens enviadas para quem sumiu e os avisos de consulta | mensal, por uso | Estimativa | R$ 13,20 |
| Avisos que alimentam o painel | Cada evento do sistema que abastece a tela de números do médico | mensal, por uso | Estimativa | R$ 30,35 |
| Custo mensal por clínica | R$ 365,71 | |||
Três das cinco linhas não são preço de tabela: variam conforme a clínica é movimentada. Uma clínica com o dobro de conversas gasta mais nessas três.
Os valores acima foram calculados sobre 95 conversas por mês, que é o volume medido na única clínica da casa que tem essa contagem. É uma observação só — não é média de mercado nem média da carteira.
As duas primeiras linhas, que somam R$ 319,43 — 87% do custo — são preço de tabela lido na plataforma, com o dólar a 5,1438 e o imposto de 3,5% do cartão internacional já somados. Elas não variam com o movimento da clínica.
Quanto sobra
A subtração inteira, nas duas pontas de preço. Primeiro sem o custo fixo da casa, depois com ele.
| Conta | A R$ 3.900 | A R$ 3.500 |
|---|---|---|
| Mensalidade recebida | R$ 3.900,00 | R$ 3.500,00 |
| − Custo mensal da clínica (seção 3) | − R$ 365,71 | − R$ 365,71 |
| − Montagem diluída (seção 2) | − R$ 400,00 | − R$ 400,00 |
| Sobra por cliente | R$ 3.134,29 | R$ 2.734,29 |
por cliente, por mês, no preço de tabela.
No piso de negociação: R$ 2.734,29.
Descontando o custo fixo da casa
Acima de tudo isso existe uma assinatura que a casa paga exista cliente ou não: R$ 516,41 por mês. Ela não é por clínica — é do escritório.
| Conta | A R$ 3.900 | A R$ 3.500 |
|---|---|---|
| Sobra por cliente | R$ 3.134,29 | R$ 2.734,29 |
| − Custo fixo da casa | − R$ 516,41 | − R$ 516,41 |
| Resultado com um cliente só | R$ 2.617,88 | R$ 2.217,88 |
Um cliente já paga a estrutura inteira, nas quatro combinações
Duas variantes × duas pontas de preço = quatro combinações. Em todas as quatro, o primeiro cliente cobre o custo fixo e ainda sobra.
A pior delas — variante B, vendida no piso de R$ 3.500, e ainda cobrando uma hora de trabalho da casa — deixa R$ 1.192,47 por mês. Não existe cenário em que o primeiro contrato dê prejuízo.
Como esta variante se compara com a outra
O número da outra ao lado, para não precisar abrir os dois documentos.
| Conta por cliente | Variante A com secretária | Variante B sem secretária |
|---|---|---|
| Mensalidade | R$ 3.900,00 | R$ 3.900,00 |
| − Custo mensal | − R$ 365,71 | − R$ 617,64 |
| − Montagem diluída | − R$ 400,00 | − R$ 510,50 |
| Sobra por cliente | R$ 3.134,29 | R$ 2.771,86 |
A B se sustenta sozinha, mas rende menos pelo mesmo preço
As duas são viáveis nas duas pontas de preço — o ponto de equilíbrio da B é R$ 2.307,53, bem abaixo até do piso de R$ 3.500. Ninguém está vendendo no prejuízo.
Mas pelo mesmo preço a B rende R$ 362,43 por mês a menos, porque custa mais para montar e mais para operar. Ao longo de um contrato de 6 meses, são R$ 2.174,58 de diferença por cliente.
Para a B valer o mesmo que a A, ela teria de ser vendida a R$ 4.262,43. Isso não é uma recomendação de preço — é a medida exata do que a variante custa a mais.
Na A, a assistente para no ponto de marcar e entrega a conversa para a secretária. Na B não há secretária: a assistente conduz até o fim e escreve na agenda sozinha.
Isso custa em dois lugares: mais conversa (a assistente fala mais, e responder custa) e mais montagem (ligar e testar a agenda antes de qualquer paciente ser marcado).
Quantos clientes para pagar a estrutura
Um. E a partir do terceiro a assinatura da casa sobe um degrau.
O custo fixo da casa é R$ 516,41 por mês. A sobra do primeiro cliente desta variante é R$ 3.134,29 no preço de tabela. Um cliente cobre a estrutura com folga de R$ 2.617,88.
| Clientes | Sobra somada | Custo fixo da casa | Resultado |
|---|---|---|---|
| 1 cliente | R$ 3.134,29 | − R$ 516,41 | R$ 2.617,88 |
| 2 clientes | R$ 6.268,58 | − R$ 516,41 | R$ 5.752,17 |
| 3 clientes | R$ 9.402,87 | − R$ 1.581,18 | R$ 7.821,69 |
A assinatura de entrada da casa comporta até 2 clientes. O terceiro obriga a subir para a assinatura seguinte, que custa R$ 1.581,18 — um degrau de R$ 1.064,77 por mês.
O degrau é pago pelo próprio cliente que o dispara, e no mesmo mês em que ele entra: o terceiro cliente traz R$ 3.134,29 e o degrau custa R$ 1.064,77. A regra é não assinar o degrau antes de o contrato estar assinado.
O que a casa assume de trabalho
O trabalho de gente não está em nenhuma tabela anterior. Aqui está — e com a ressalva de que ele nunca foi medido.
A montagem, feita uma vez por cliente
- Levantar a folha de preços do consultório: cada consulta, cada exame, o que está incluso.
- Escrever e colher a assinatura do que a assistente pode e não pode dizer — é o nome do médico que aparece na conversa.
- Criar a conta daquele consultório e conectar o WhatsApp.
- Escrever a assistente daquele consultório: o que ela diz, em que ordem, e quando para.
- Submeter à aprovação os modelos de mensagem de retorno e lembrete, e esperar a liberação.
- Construir o site do consultório e ligar os caminhos de origem, para saber de qual anúncio veio cada pessoa.
- Construir o painel de números do médico.
- Ler as conversas anteriores para saber de onde a clínica está partindo.
- Ler todas as conversas das duas primeiras semanas depois de ligar, uma por uma, e corrigir o que sair do combinado.
O trabalho que se repete todo mês
- Ler uma amostra das conversas e corrigir a assistente.
- Acompanhar os números e conversar com o médico quando algo sai da faixa.
- Cuidar dos anúncios, que é o que a casa já faz hoje.
Quanto tempo isso toma por mês, ninguém mediu. Está na seção 9.
Os R$ 2.400 de montagem não são custo apurado
Eles são o que o preço arbitrado comporta. A conta foi feita ao contrário: partindo do valor, quantas horas ele paga?
R$ 2.400 ÷ R$ 662,98 por hora = 3,62 horas. Se a montagem levar mais que 3,62 horas, a diferença sai da margem — e ninguém cronometrou nenhuma montagem até hoje, porque nenhuma foi feita.
O que pode dar errado, e quanto custa se der
O risco concreto é o cliente cancelar antes do sexto mês. A montagem já foi feita e o dinheiro dela não volta.
Como a montagem passou a ser cobrada dentro da mensalidade, ela só é paga por inteiro quando o contrato chega ao fim. Se o cliente sai antes, sobra um saldo que a casa gastou e não recebeu.
| Cancela no fim do | A R$ 3.900 | A R$ 3.500 |
|---|---|---|
| mês 1 | R$ 2.000,00 | R$ 2.400,00 |
| mês 2 | R$ 1.600,00 | R$ 2.400,00 |
| mês 3 | R$ 1.200,00 | R$ 2.400,00 |
| mês 4 | R$ 800,00 | R$ 2.400,00 |
Dois pontos desta tabela que não são óbvios
Um. No desenho antigo, com a instalação cobrada em duas parcelas no começo, o risco zerava no mês 2: o dinheiro já estava no caixa. Agora ele se estende por todo o contrato. Trocou-se objeção de venda por exposição de caixa — e a troca tem este tamanho.
Dois. Na coluna do piso de R$ 3.500, a perda nunca diminui. O valor é o mesmo no mês 1 e no mês 4. O motivo: nesse patamar nenhuma parcela da montagem está sendo cobrada — os R$ 400 que amortizariam simplesmente não existem no preço.
Cláusula de saída com multa igual ao saldo não amortizado
É o que transforma a tabela acima em número contratual, e não em prejuízo.
- No preço de tabela: multa decrescente de R$ 400 por mês — começa em R$ 2.000,00 no primeiro mês e acompanha exatamente a coluna da esquerda.
- No piso de negociação: multa fixa de R$ 2.400,00 durante todo o contrato, porque nada foi amortizado.
Sem cláusula, cada cancelamento no primeiro mês custa a margem de quase um cliente inteiro.
O que ainda não se sabe
Duas lacunas, ditas de frente. Nenhuma impede vender; as duas mudam a conta se vierem diferentes.
Zero observações, em 30 de 30 contas da casa
Ninguém cronometrou nenhuma montagem, porque nenhuma foi feita. Os R$ 2.400 desta variante não são custo apurado — são o que o preço arbitrado comporta, que dá 3,62 horas.
E há um agravante honesto: o painel de números do médico entrou no escopo depois de o preço ter sido fixado. Se ele levar duas horas para construir, consome R$ 220,99 por cliente por mês — quase metade da montagem diluída desta variante.
Plano: cronometrar a primeira montagem de ponta a ponta, antes de o segundo contrato ser assinado. Uma medição resolve, e ela é de graça: basta anotar.
Decide o custo da variante B, e por tabela a comparação entre as duas
A assistente tem uma cota mensal de respostas. Quantas ela gasta por conversa define em qual plano a clínica cabe — e os dois planos diferem em R$ 232,76 por mês.
| Respostas por conversa | Custo mensal | Sobra a R$ 3.900 | Distância para a variante A |
|---|---|---|---|
| 13 (a suposição usada aqui) | R$ 617,64 | R$ 2.771,86 | R$ 362,43 abaixo |
| 10 | R$ 367,42 | R$ 3.022,08 | R$ 112,21 abaixo — quase empata |
Plano: contar as respostas por conversa na primeira semana de operação. De 20 a 25 conversas já bastam para separar os dois cenários — não é pesquisa, é contagem.
O que NÃO está em dúvida
- Os preços de tabela da plataforma, que são 87% do custo na variante A: lidos na fonte, com dólar e imposto somados.
- A aritmética deste documento inteiro: todas as somas e subtrações estão abertas nas tabelas e podem ser refeitas na calculadora.
- Que um cliente paga a estrutura nas quatro combinações de variante e preço, inclusive na pior delas.
O que precisa ser decidido
Cinco condições. Enquanto elas não forem resolvidas, o modelo funciona, mas com pontos cegos nomeados.
| # | O que precisa ser resolvido | Quando |
|---|---|---|
| 1 | Cláusula de saída com multa igual ao saldo não amortizado da montagem, nos dois patamares de preço. | Antes do primeiro contrato assinado |
| 2 | Contar as respostas por conversa na primeira semana de operação, para fechar a lacuna 2. | Primeira semana do primeiro cliente |
| 3 | Cronometrar a montagem e o painel de ponta a ponta, para fechar a lacuna 1. | Antes do segundo contrato |
| 4 | Confirmar que a assinatura de entrada aceita a assistente. É leitura de documentação, ainda não testada. | Antes de mudar o plano, em 02/10 |
| 5 | Testar a agenda — a assistente consegue mesmo marcar sozinha, sem marcar em cima de horário ocupado? | Só importa para a variante B |
O que muda se nada disso for feito
O modelo continua de pé em dinheiro — nenhuma das cinco condições inverte o sinal de nenhuma conta deste documento. O que elas mudam é o tamanho da margem e o tamanho do risco.
Sem a número 1, um cancelamento cedo custa até R$ 2.400,00. Sem a 2 e a 3, a margem real pode ser menor que a calculada, e ninguém vai saber por quanto. A número 5 não afeta esta variante.
Cabe. Um cliente desta variante paga a estrutura inteira da casa e ainda deixa R$ 2.617,88 por mês no preço de tabela. As cinco condições acima não são obstáculos à venda — são o que separa uma margem calculada de uma margem conhecida.